Parque da Liberdade ou Cidade das Crianças, como é mais conhecido, é o local onde estou trabalhando toda tarde. Outrora foi um lindo lugar para se passear, jogar conversa fora e ponto de encontro certo das mães nos domingos de manhã. Minha mãe foi uma delas. Eu olhava as árvores, a grama, a ponte que levava a uma ilhazinha dentro de um lago, formado pelo riacho Pajeú que por lá passa, com uns banquinhos e um quiosque florido, na grama os patos e gansos ficavam a tomar sol. Hoje, a Cidade das Crianças não passa de uma sombra do que foi um dia, está mais para um esgoto ao céu aberto, esquecido pelas autoriadades. Mesmo assim é um lugar sossegado para quem passa no centro caótico de Fortaleza. Numa sexta-feira, sentado de frente ao lago vendo os pousos e decolagens de martins-pescadores e garças brancas, além de pompos, muitos pombos... tinha em mãos um pedaço de sulfite branco e minha tesoura "red dot", também tinha tempo disponível. Comecei a cortar o papel, ainda sem saber ao certo qual forma eu queria dar ao papel. Aos poucos foi surgindo a silhueta de um aracnídeo, uma aranha para ser mais preciso, os artrópodes são os meus preferidos! Eis que surge uma aranha branca, albina! O pessoal do trabalho quase que toma de mim, saí de lá intimado a voltar trazendo uma para cada um deles.
Terminado o kirigami da aranha, levei para casa e coloquei em uma caixa de vidro 8cm x 6cm. Esse será para um amigo, Thompson, que me presenteou há pouco tempo com um fusquinha "tunnado", câmbio automático, rebaixado e com rodas de liga leve, em miniatura, é claro!
A planta é linda, meu xodó! É uma uma espécie de Philodendron lá de casa.
A planta é linda, meu xodó! É uma uma espécie de Philodendron lá de casa.






























